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Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

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SKY1968

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Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por SKY1968 em Sex Out 10, 2014 7:07 pm

História sem fim


O norueguês Fridtjof Nansen já havia atingindo em 1893 o Ártico e abriu caminho para Robert Peary fincar a bandeira norte-americana no ponto mais setentrional. O Pólo Sul seria alcançado por outro explorador da Noruega em 1911: Roald Amundsen. Era hora de aprofundar os conhecimentos adquiridos, ou ampliá-los como nunca antes havia sido feito.

O naturalista e explorador William Beebe encantou-se com o exótico e leu em Lewis Carroll o fascinante mundo dos animais. Cismou com uma idéia e, finalmente, conseguiu realizar seu desejo: em 1930 desceu no oceano da região das Bermudas em uma batisfera, relatando suas impressões sobre as incríveis criaturas que existiam quase um quilômetro abaixo da superfície. Depois de anos, Jacques Piccard e Donald Walsh recorriam ao batiscafo Trieste para imergir a uma profundidade de 10.916 metros no Pacífico.

Ao mesmo tempo em que homens como Jacques-Yves Cousteau aperfeiçoavam o conhecimento a respeito dos habitats submarinos, outros aventureiros se dispunham a alcançar altitudes jamais atingidas. O neozelandês Edmund Hillary junto com o sherpa Tenzig Norgay, chegaram em 1953 no topo da montanha mais alta do mundo - o Everest. O depoimento de Hillary ressaltou o caráter da exploração nos tempos modernos: "Subimos porque ninguém o escalara antes. Era uma montanha que tinha de ser escalada".

Os céus também deveriam ser "descobertos". Então Yuri Gagarin, primeiro homem no espaço, ao orbitar a Terra em 1961 revelou o Planeta Azul. Depois de oito anos, em 1969, a missão da Apollo 11 permitiu que o homem pisasse na Lua. Uma viagem de 384 mil quilômetros no espaço provou aos espectadores de todo o planeta que a exploração humana não teria mais fim. A maior proeza de todos os tempos, a viagem Da Terra à Lua - escrita 100 anos antes por Júlio Verne - tornava-se realidade.

Do fundo do oceano ou do céu, o homem provou ser capaz de driblar os limites da natureza - transformando as barreiras em extremos possíveis. "Gosto de sonhar que ainda existam uns poucos lugares da Terra que não sofreram com as pegadas do homem", desabafa Margi Moss, que já deu uma volta ao mundo ao lado do marido Gerard. Rubens Villela, primeiro brasileiro a pisar no Pólo Sul em 1961, completa: "Não, não acho que tudo na Terra tenha sido explorado. Só no Brasil, quantas cavernas à espera dos espeleologistas? Na Antártica continuam sendo feitas descobertas surpreendentes", ressalta. "Não devemos confundir exploração com reconhecimento do terreno - este é apenas o primeiro avistamento: a verdadeira exploração vem com o aprofundamento da busca, com a execução de mapas mais exatos (as cartas náuticas na Antártica ainda deixam muito a desejar), com a orientação de conhecimentos científicos".

Airton Ortiz, autor de seis livros sobre viagens, concorda. Para ele "a era das grandes explorações está apenas começando". Diz que "no momento o grande desafio é encontrar vestígios arqueológicos do último ancestral comum aos humanos e aos chimpanzés, o ano zero da humanidade". E informa: "Exploradores estão trabalhando arduamente na África em busca dessa descoberta e quem fazê-la entrará para a história alguns degraus acima do lugar ocupado por Amundsen, até agora o maior de todos, no meu ponto de vista".

Como eles, tantos espíritos aventureiros procuram descobrir ou redescobrir um pedacinho do universo - seja ele um pedaço de gelo ou um planeta distante no infinito. "Imagine quando a gente começar a fazer isso explorando não simplesmente o fato de fazer a viagem ao redor da Antártica, mas de fazer um estudo estatístico do perfil de comportamento das depressões, ou do solo submarino, ou da coloração da água", instiga Amyr Klink. "Com os recursos que a gente tem hoje, o conhecimento cada vez mais acessível, os desafios da exploração têm que ficar com mais conteúdo", cita ao ser indagado sobre suas expedições.

Enquanto a exploração adquire um novo significado, a natureza se transforma e a humanidade se encarrega de continuar a estudá-la. A procura pelo "elo perdido" ou a busca por novas galáxias une disciplinas e permite que a humanidade assista a descoberta dos guerreiros de Terracota ou, ainda, o resgate de espadas samurais em algum ponto do Pacífico onde um navio aliado naufragou carregado de armas capturadas dos japoneses. A ciência toma força e os homens redescobrem o sentido da exploração: de um lado reconstruindo a história; de outro, unindo conhecimentos para driblar as imposições do tempo e do espaço.

http://360graus.terra.com.br/expedicoes/?did=20518&action=hist%F3ria

A curiosidade e persistência nos trouxe ate aqui.Se não nos matarmos antes, o céu é o limite(?)
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SKY1968

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por SKY1968 em Sex Out 10, 2014 7:11 pm

Começando pelo "teto do mundo"..


A história da conquista do Everest - 1953


Everest visto do Kala Patar


Já se haviam passado 101 anos desde que o Instituto Topográfico da Índia descobrira ser o Everest a mais alta montanha da Terra. Quatorze expedições tinham falhado e 24 homens jaziam mortos sob as neves da montanha, na vã tentativa de atingirem seu cume. Estava mais do que provado que a tarefa demandava uma estrutura bem maior do que tudo já feito anteriormente.

A tentativa suíça deu aos britânicos o tempo necessário para organizarem uma expedição mais bem preparada. O treinamento incluiu uma experiência no Cho Oyu – a sétima mais alta montanha do mundo, com 8.201 metros de altitude –, em 1952, liderada por Eric Shipton. Mesmo tendo falhado na tentativa de chegar ao cume do Cho Oyu, a expedição obteve um grande avanço na utilização correta do oxigênio e das roupas.

Embora Eric Shipton já tivesse liderado diversas expedições e contasse com o apoio popular, alguns membros do Clube Alpino achavam não ser ele a pessoa mais indicada para comandar um empreendimento de tal magnitude, a 10ª Expedição Britânica ao Everest, sobre a qual recaiam tantas esperanças e muita pressão política. Afinal, esta poderia ser a grande oportunidade de alguém ser o primeiro a escalar a mais alta montanha do planeta.

Um acordo diplomático entre os envolvidos dividiu o poder, permitindo a Eric Shipton ficar mais concentrado na escalada, deixando o comando com John Hunt, um oficial do exército, que daria ao evento um padrão militar. Estranhamente, a maioria dos membros do Clube Alpino nunca havia se encontrado com John Hunt e ele próprio já tinha sido preterido na expedição de 1935 por problemas de saúde.

Ficou decidido que a expedição utilizaria todos os recursos ao seu alcance para atingir seu objetivo, inclusive o uso de oxigênio, enquanto os alpinistas estivessem dormindo em altitudes mais elevadas. Para o Império Britânico, chegar ao topo do mundo era uma questão de honra. Para cobrir o evento, o Times enviou o jornalista James Morris, como membro da expedição, juntamente com o cinegrafista Tom Stobart.

Munidos dos mais modernos equipamentos de alpinismo disponíveis na época, a primeira parte da expedição partiu de Katmandu, naquela primavera, em grande estilo, composta por 350 carregadores sherpas. E como a prata era a única forma de pagamento aceita pelos sherpas em 1953, uma grande quantidade de moedas foi cunhada especificamente para este fim.

A caravana passou por Nanche Bazar e, após um pequeno período de descanso em Tengpoche, (foto 12) chegou em Gorak Shep, ao pé do Kala Patar, onde foi montado o Acampamento-base. A seguir estabeleceram um novo acampamento na geleira Khumbu, a meio caminho da Cascata de Gelo. Ao todo, foram criados nove acampamentos de altitude.

Eram treze montanhistas escolhidos a dedo, entre os quais o veterano Tenzing Norgay, um alpinista sherpa altamente qualificado, e o esguio Edmund Hillary – que ganhara a confiança de Eric Shipton no ano anterior.

A equipe ficou duas semanas fazendo pequenas escaladas no vale Khumbu como parte do programa de aclimatação antes de cruzar a Cascata de Gelo. (foto 14) Enquanto forjavam uma rota através destes obstáculos monstruosos, Edmund Hillary e Tenzing Norgay começaram a se identificar, a ponto de passarem a andar sempre juntos, tendo o veterano Tenzing demonstrado poder acompanhar o jovem, ambicioso e competitivo Hillary.

Então, depois de treze dias de esforços contínuos na encosta do Everest, eles chegaram ao Colo Sul escalando pelo flanco do Lhotse, a rota aberta pelos suíços no ano anterior, onde estabeleceram o acampamento VIII. Foi a partir dali que Charles Evans e Tom Bourdillon fizeram a primeira tentativa de alcançar o cume, embora ainda estivessem longe demais para um retorno seguro, caso obtivessem sucesso. No entanto, as ordens emitidas por John Hunt não deixavam dúvidas: era para continuarem a qualquer custo. Afinal, era para isto que um militar estava no comando.

Mas, com as péssimas condições climáticas e problemas com o oxigênio, foram obrigados a ficar no Cume Sul, menos de 100 metros abaixo do topo. Mesmo assim, e caso ainda tivessem oxigênio, calcularam ser necessário mais três horas de escalada.

O segundo assalto foi melhor planejado. Montou-se o acampamento IX, a 8.500 metros, bem mais acima do anterior, e Edmund Hillary e Tenzing Norgay passaram a noite descansando, bebendo grandes quantidades de chá de limão quente e tentando comer alguma coisa.

No dia 29 de maio de 1953, às 6h30min da manhã, eles saíram de suas barracas, quase cobertas de neve, respirando oxigênio suplementar, e iniciaram a jornada que os colocaria na história. Era a sétima tentativa de Tenzing Norgay e a segunda de Edmund Hillary.

Às nove chegaram ao Cume Sul, ao pé da dramática crista estreita que levava ao cume principal, a partir de onde encontraram melhores condições climáticas. Uma hora mais tarde estavam diante de uma barreira com 13 metros, um escalão de rocha lisa e quase sem pontos de apoio, agora conhecido como Escalão Hillary.
– Era uma barreira cuja superação ia muito além de nossas frágeis forças – reconheceu o neozelandês, mais tarde.

Tenzing ficou embaixo e foi largando a corda, nervoso, enquanto Hillary, enfiando-se em uma estreita greta entre o paredão de rocha lisa e uma rebarba de neve em sua beirada, começou a agonizante subida. A lenta e penosa escalada foi sendo vencida, na base de muito esforço físico e exposição ao perigo.

Edmund Hillary conseguiu finalmente alcançar o alto da rocha e se arrastar para fora da fenda, até uma larga saliência. Por alguns momentos ele ficou ali, parado, deitado, recuperando o fôlego. Enquanto o oxigênio artificial corria por sua veias, ele sentiu, pela primeira vez, que sua gigantesca determinação o levaria ao topo. Com as batidas do coração voltando ao normal ele firmou-se na plataforma e fez sinal para Tenzing subir.

Edmund Hillary puxou firme a corda e o sherpa foi subindo, contorcendo-se greta acima, até finalmente chegar à saliência onde o neozelandês estava.
– Exausto, desabando como um peixe gigantesco que acabou de ser içado do mar após uma luta terrível, chegou Tenzing – contou Hillary.

O cume, a apenas uma pequena distância, os observava, impassível, sentindo que em breve seria derrotado por aqueles dois minúsculos seres que ousavam pisar onde ninguém jamais conseguira colocar os pés.

Edmund Hillary e Tenzing Norgay deram a volta por trás de outra saliência de rocha e viram que a crista adiante descia, podiam ver o Tibete. Eram os primeiros humanos a verem o Tibete daquele local. Eles desviaram a atenção do planalto tibetano e correram os olhos para cima, onde havia um cone redondo de neve.

Após algumas estocadas da piqueta, depois de uns poucos passos cautelosos, Tenzing Norgay e Edmund Hillary estavam no cume do monte Everest. Haviam acabado de conquistar o Terceiro Pólo. Eram 11h30min do dia 29 de maio de 1953.

Hillary olhou para Tenzing e, apesar da balaclava, dos óculos de proteção e da máscara de oxigênio estarem cobertos de gelo, escondendo-lhe a face, pôde notar um grande sorriso de puro prazer com o qual o sherpa admirava o mundo ao redor. “Estamos no lugar certo e na hora certa”, pensou Hillary. Eles sacudiram as mãos para se livrarem do gelo em suas luvas e então Tenzing abraçou o neozelandês longamente. Deram-se pequenos tapas nas costas um do outro até ficarem quase sem respiração.

Estavam no topo do mundo, (foto 15) no ponto mais elevado da Morada dos Deuses, na ponta do mais alto obelisco dos terráqueos. De um lado podiam ver a geleira Rongbuc. Muito longe, milhares de metros abaixo, as cores do alto planalto tibetano, como uma miragem naquele mundo branco coberto de gelo e neve.

Enquanto Tenzing Norgay preparava uma pequena oferenda para a deusa Chomolungma, Edmundo Hillary olhou em direção à Crista Norte e lembrou-se de Mallory e Irvine. Instintivamente tentou descobrir um sinal, um objeto, qualquer evidência da passagem dos dois pioneiros.

Após alguns biscoitos e um pequeno gole de chá, iniciaram uma terrível descida. Seu oxigênio estava no fim, era preciso pressa. Chegaram ao acampamento no Colo Sul ao cair da noite. Quando Hillary avistou George Lowe, vindo ao seu encontro com uma térmica de sopa quente e um novo cilindro de oxigênio, disse, aos berros:
– Bem, George, nós liquidamos com este bastardo! – embora não tenham sido exatamente estas as palavras publicadas na imprensa na época.

James Morris, o correspondente do Times, desceu ao Acampamento-base (foto 13) e enviou um sherpa até Nanche Bazar com uma mensagem em código. Enviada por rádio para o embaixador britânico em Katmandu e retransmitida para Londres, a notícia foi publicada na primeira página do jornal na manhã de 2 de junho, dia da coroação da rainha Elizabete.

O sherpa Tenzing Norgay, nascido em 1914, tornou-se herói supranacional, todos os países do subcontinente indiano querendo tê-lo como seu cidadão. A partir deste feito, os sherpas jamais voltariam a ser os mesmos, tendo o nome de sua etnia passado a significar “guias de alta montanha” em todo o planeta.

Edmund Hillary, o criador de abelhas de Auckland, nascido em 1919, foi sagrado cavaleiro pela rainha da Inglaterra, ganhando o título de “Sir”. Sua imagem foi reproduzida em selos, histórias em quadrinhos, livros, filmes, capas de revista, e sua cara, comprida e fina, estampada na nota de 5 dólares na Nova Zelândia.
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Tandra
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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por Tandra em Sab Out 11, 2014 12:16 am

ótimo tópico, vou pesquisar coisas para contribuir.
vou tentar achar uma matéria que vi no discovery channel sobre super humanos, só não estou achando, deixa eu dar uma procurada


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SKY1968

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por SKY1968 em Sab Out 11, 2014 9:43 am

A Epopéia de Magalhães

Fernão de Magalhães (1480-1521) foi protagonista de uma das maiores aventuras do século XVI. Em busca de uma rota para o Oriente, o navegador português planejou e comandou a expedição que deu a primeira volta ao mundo. No entanto, Magalhães não conseguiu concluir o percurso: morreu no caminho.

Isso não diminui em nada o fato de que sua viagem, nas condições da época, tenha sido uma grande conquista. Segundo relato do italiano Antonio de Pigafetta (1480 ou 1491-1534), um dos únicos sobreviventes e historiógrafo da expedição, a aventura teve mais momentos de adversidades e milagres que de marcha vitoriosa.

As cinco caravelas de Magalhães – San Antonio, Victoria, Concepción, Santiago e Trinidad (capitânia) –, com seus 240 homens, zarparam de Sevilha em 10 de agosto de 1519 e conseguiram passar por Cabo Verde, sem obstáculos, no começo de outubro.

Depois de percorrer esse trajeto, clássico e conhecido, os perigos inerentes a todas as travessias oceânicas pareciam multiplicados por dez naquele começo do século XVI. Confrontados com uma terrível tempestade no Atlântico, os marinheiros não esperavam nada além da hora de perecer.
A salvação da expedição foi creditada às aparições de "são Telmo, santa Clara e são Nicolau", diante das quais os membros da tripulação "clamaram misericórdia", conforme relatou Pigafetta. O que ocorreu, efetivamente, foi que eles avistaram os chamados "fogos de Santelmo", um fenômeno atmosférico ligado à tempestade que produz halos de luz elétrica no alto dos mastros. No mês de março de 1520, Magalhães e seus homens aportavam para uma escala na baía de San Julián, então no Brasil (hoje Argentina).

Ao longo de cinco meses de invernada, surgiram insurreições. "Os comandantes dos outros navios tramaram uma traição contra o capitão-geral para tentar matá-lo", relata Pigafetta. Magalhães mandou decapitar Gaspar de Quesada, o capitão da #Concepción#, depois abandonou Juan de Cartagena, o antigo capitão da #San Antonio#.

Além dessas rebeliões, conforme a expedição avançava perdia navios. A embarcação #Santiago# naufragou enquanto explorava a costa da Patagônia. Os navios restantes seguiram pelo Pacífico e chegaram ao arquipélago de Saint-Lazare – atual Filipinas – em 27 de março de 1521. Foi nessa época que perderam Magalhães. Em 27 de abril, durante um contra-ataque de insulares, foi atingido no rosto por uma "lança feita de cana envenenada, que o matou subitamente", como relatou Pigafetta.

A #Concepción# seria incendiada em 3 de maio e, em 18 de dezembro, seria a vez da #Trinidad# afundar. Mas a pior calamidade ainda era a fome: "Nós só comíamos velhos biscoitos transformados em poeira e cheios de vermes, fedendo a urina de rato", escreveu Pigafetta. Com a fome, vinha a doença, principalmente o escorbuto.

Ao final da expedição, havia apenas um navio, o #Victoria#, com água entrando por todos os lados. Uma parte da carga de especiarias teve de ser jogada ao mar para que a embarcação seguisse mais leve. Em maio de 1522, a nau ultrapassaria o cabo da Boa Esperança. Dezoito de seus homens conseguiriam retornar a Sevilha. Sem Magalhães


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Mazikamno

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por Mazikamno em Sab Out 11, 2014 12:26 pm

Interessante essa história do Magalhães, será que morreu mesmo ou casou com uma índia por aqui e preferiu não voltar? Very Happy

Mas falando sério, que história! De 240 homens, voltarem apenas 18 e ainda aos trancos e barrancos, quase perderam a expedição inteira. Foi praticamente um "mandar pra morte".

Será que todas as expedições eram assim ou essa que foi uma exceção?
Se não foi, então esses caras eram "loucos" sim senhor, hehe.
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Poseidon

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por Poseidon em Seg Out 13, 2014 9:32 pm

Ótimas histórias, po sky se tiver mais posta ai.


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Tandra
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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por Tandra em Seg Out 13, 2014 9:35 pm

Eu tinha uma salva aqui, vou tentar achar, agora estou em viagem com o meu namorado mas assim que chegarmos eu procuro e posto.


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SKY1968

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por SKY1968 em Seg Jan 05, 2015 12:24 pm


A viagem do homem à Lua, o maior espetáculo

Um bilhão de pessoas viram aquilo que ainda hoje é o feito mais audacioso da corrida espacial - a descida na Lua.

No dia 20 de julho de 1969 , um domingo, dois homens pisaram pela primeira vez na Lua. Um deles, o comandante Neil Armstrong, de 38 anos, um tímido ex-piloto de testes de aviões americanos, escorregou na escada da pequena nave com a qual pousou na superfície lunar e por pouco não imprimiu ali a mão antes do pé. O outro, Edwin Aldrin, “Buzz”, igualmente com 38 anos, veterano piloto de jatos da Força Aérea dos Estados Unidos, sentiu uma vontade humaníssima de fazer xixi. E fez, dentro do traje de astronauta, reforçado com 21 camadas de tecido, numa bolsa de coleta para tais contingências. A 96 mil metros de altura, o ex-piloto de testes Michael Collins, de 38 anos, como os outros, encarregado de pilotar o módulo de comando da Columbia, só conseguiria sentir-se verdadeiramente aliviado no dia seguinte, quando seus dois companheiros se uniram a ele para a viagem de volta a Terra.

No evento literalmente mais espetacular da história humana documentada, que esgotou os estoques da melhor retórica da espécie, a conquista do Cosmo parece menos próxima, em parte porque o programa espacial americano perdeu a direção, enquanto o soviético segue uma rota lenta, gradual, segura - e sem muito charme. Além disso, a ida a Lua ocorreu num período efervescente, marcado por mudanças de toda a sorte, em que a confiança nas possibilidades de resultados imediatos da ação humana era seguramente maior, assim como o encantamento com a tecnologia. A Lua, em suma, chegou antes da crise do petróleo, antes dos microcomputadores e antes que as preocupações com a saúde do planeta virassem moda.

Quando Collins, Aldrin e Armstrong partiram a bordo da nave Apolo 11 na luminosa manhã de 16 de julho, 1 milhão de pessoas munidas de câmeras e binóculos se apinhavam nas vizinhanças de Cabo Canaveral, depois chamado Cabo Kennedy, na Flórida, onde até hoje ocorre a grande maioria dos lançamentos espaciais americanos. Nada menos de 850 jornalistas de 55 países, falando 33 línguas diferentes, registraram o acontecimento. Calcula-se que cerca de 1 bilhão de pessoas, algo como um em cada quatro seres humanos, viram pela TV quando, às 23h56min20s (horário de Brasília) do dia 20, o comandante Armstrong, já recuperado do escorregão, cuidadosamente ergueu o pé esquerdo e marcou o solo do Mar da Tranqüilidade - a planície escolhida para a alunissagem.

“Este é um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade”, disse o emocionado Armstrong, numa frase que inevitavelmente ecoou pelo mundo. Quem estava de olho na tela naquele momento não deve ter esquecido a sua figura fantasmagórica movendo-se desajeitadamente devido à ínfima gravidade (um sexto da que existe na Terra) a 384 mil quilômetros de distância. O astronauta contou à base de controle e a todos que o ouviam que o chão da Lua era fino e poeirento. “Adere à sola e aos lados das minhas botas, formando uma camada fina como poeira de carvão”, descreveu. Vinte minutos depois, Aldrin uniu-se a ele. Com as duas mãos agarradas à escada, experimentou o solo da Lua e sua gravidade com dois pulos de pés juntos. "Lindo, lindo", exclamou, surpreendido com a facilidade de movimentação.

Os dois astronautas passaram 2 horas e 10 minutos no Mar da Tranqüilidade. Numa das pernas do módulo, chamado Eagle (águia, em inglês), havia uma placa comemorativa. Neil Armstrong leu então em voz alta:"Aqui, homens do planeta Terra pisaram na Lua pela primeira vez. Nós viemos em paz, em nome de toda a humanidade". O texto levava a assinatura dos três tripulantes e a do então presidente americano Richard Nixon. A dupla ainda fixou a bandeira dos Estados Unidos e ouviu pelo rádio as congratulações de Nixon, que falava da Casa Branca.

A liturgia prosseguiu com Armstrong afirmando que eles representavam não apenas os Estados Unidos mas os homens de todas as nações, que têm interesse, curiosidade e visão do futuro". Em seguida, ele e Aldrin começaram o trabalho de colher os 27 quilos de pedras e pó da Lua que nos anos seguintes fariam a alegria de muitos cientistas. Depois, instalaram um sismógrafo, um refletor de raios laser, uma antena de comunicação, um painel para o estudo dos ventos solares e uma câmera de TV. Terminadas as tarefas, os astronautas voltaram à Eagle e tentaram em vão dormir, apertados e sem conforto, atulhados nos 4,5 metros quadrados do interior do módulo lunar.

Começaram enfim os preparativos para o regresso. A metade inferior da Eagle ficou na Lua. A parte de cima do pequeno módulo elevou-se da superfície até encontrar o seu parceiro em órbita. Os dois veículos alinharam-se para o acoplamento. Enquanto Aldrin e Armstrong se reuniam a Collins na Columbia, o resto da Eagle foi deixado rodando em volta da Lua, cada vez com menos impulso, até se espatifar de encontro ao solo. A 24 de julho, oito dias, três horas e 18 minutos depois de lançada de Cabo Canaveral, a Apolo mergulhou nas lonjuras do Pacífico sul, na altura da Polinésia. Uma das mais antigas fantasias do homem - ir à Lua e voltar são e salvo - finalmente tinha se tornado realidade.

Aquele "pequeno passo" havia começado a rigor muitos anos antes, em 1945, quando a Segunda Guerra Mundial terminava com a derrocada da Alemanha nazista e dos seus parceiros japoneses. Os vencedores, os Estados Unidos e a União Soviética, lançaram-se à disputa de um dos mais valiosos espólios da guerra - os cientistas alemães envolvidos na fabricação das bombas V-2, as precursoras dos foguetes. Embora os americanos tivessem capturado o maior número e os melhores entre eles, como o notório Wernher von Braun, e os pusessem a trabalhar no desenvolvimento de mísseis teleguiados, foram os soviéticos que saíram na frente na corrida espacial. A 4 de outubro de 1957 surpreenderam o mundo e humilharam os Estados Unidos ao lançar o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra.

A 12 de abril de 1961, o cosmonauta, como dizem os russos, Iúri Gagárin (1934-1968) completou o primeiro vôo orbital tripulado. Único ser humano até então a ver o planeta do espaço, Gagárin informou: “A Terra é azul”. Menos poeticamente, o líder soviético Nikita Kruschev (1894-1971) lançou o desafio: “Que os países capitalistas tentem alcançar-nos”. Os americanos aceitaram. No mesmo ano de 1961, o presidente John Kennedy (1917-1963) pediu a seus assessores um plano ambicioso o suficiente para segundo se dizia na época, “ganhar as manchetes dos jornais e por meio delas conquistar o coração de todos os povos do mundo”: levar um homem à Lua e trazê-lo de volta.

Os americanos mergulharam no projeto com a mesma gana que tiveram vinte anos antes ao entrar na guerra em seguida ao ataque japonês à base de Pearl Harbor. As melhores cabeças foram recrutadas pela agência espacial NASA para elaborar três missões - Mercury, Gemini e Apolo - com tipos diferentes de naves e foguetes, que sucessivamente levariam astronautas cada vez mais longe até alcançar a Lua. Enquanto isso, os soviéticos desenvolviam as Vostok, Voskhod e Soyuz; estas últimas aperfeiçoadas até se tornarem hoje os veículos transportadores de cosmonautas para a estação espacial Mir, há três anos no espaço.

Foi também em 1961 que os americanos começaram a selecionar os astronautas para o programa espacial. A escolha, descrita no romance The right stuff, de Tom Wolfe (não editado no Brasil), depois transformado no filme Os eleitos, de 1983, era feita entre os pilotos de testes da Marinha, Força Aérea e Fuzileiros Navais. Homens como Armstrong, Aldrin e Collins tinham de ser bons aviadores, ter nível universitário e boa estrutura psicológica para enfrentar situações difíceis e imprevistas. Comentou-se na época que os três escolhidos para a viagem histórica à Lua eram os mais sérios e menos comunicativos astronautas do programa espacial - características da personalidade que não mudaram até hoje. Armstrong e Aldrin foram pilotos na guerra da Coréia e já haviam participado do projeto Gemini.

Collins, outro veterano da Gemini, deveria ter voado na Apolo 8 que realizou as primeiras órbitas tripuladas em volta da Lua, em dezembro de 1968; mas uma cirurgia de última hora fez com que fosse substituído e acabasse entrando para a tripulação da Apolo 11. Em 1967, teoricamente, soviéticos e americanos já possuíam os fantásticos foguetes e naves que poderiam fazer a viagem à Lua de ida e volta.

Mas durante um ensaio de lançamento da Apolo 1, a 27 de janeiro daquele ano, uma explosão matou os tripulantes Virgil Grissom, Edward White e Roger Chaffee. Três meses depois, nova tragédia ocorreu do lado soviético. A destruição do pára-quedas de freagem da Soyuz 1 matou o cosmonauta Vladimir Komarov. As naves foram redesenhadas para atender a maior preocupação com a segurança.

Nos Estados Unidos, os veículos seguintes da série Apolo, até o de número 6, não foram tripulados. Mas, no início de 1969, quase ao mesmo tempo, soviéticos e americanos estavam prontos para reiniciar a corrida espacial. Antes que se pudesse enviar homens à Lua, já havia sido preciso despachar várias naves não-tripuladas para descobrir se a alunissagem seria mesmo praticável. Era necessário, por exemplo, avaliar o comportamento dos mecanismos de freagem e pouso nas condições de baixa gravidade e nenhuma atmosfera do satélite.

Sabia-se que as manchas escuras da superfície lunar, que receberam o nome de mares, eram na realidade planícies cheias de crateras, mas não se tinha certeza de que poderiam suportar o peso de uma nave. Essa possibilidade foi confirmada com as primeiras fotos enviadas pelas sondas Ranger a partir de 1964. Por sua vez, a nave soviética Luna 9 conseguiu realizar o primeiro pouso suave na Lua, antecipando-se em alguns meses às americanas Surveyor. Nos anos seguintes, naves dos dois países mostraram imagens de TV da Lua, provando que além de pó havia matéria firme na superfície.

Estava enfim preparado o caminho para a Apolo 11, uma pequena nave de 45 toneladas, composta de um módulo de comando, serviço e lunar. Ela foi lançada no bico do maior foguete já construído, o Saturno 5, de três estágios e 110 metros de altura, mais alto do que um edifício de 35 andares. No momento da partida, o Saturno pesava mais de 3 mil toneladas, algo como vinte jumbos juntos, a maior parte constituída de combustível destinado a acelerar a carga à velocidade de 40 mil quilômetros por hora. O primeiro estágio do foguete queimava oxigênio líquido misturado com querosene, produzindo uma fogueira colossal que emocionou a multidão aglomerada para acompanhar a partida da nave (pela TV, os Estados Unidos viram tudo em cores; os outros países, ainda em preto-e-branco).

Foi um espetáculo impressionante, para dizer o mínimo. Quando o foguete começou a subir, suas 3.500 toneladas de empuxo provocaram um ruído tão insuportável que chegou a matar os pássaros que voavam nas proximidades. O megaprojeto havia custado 22 bilhões de dólares, quase dez vezes mais do que o lançamento do ônibus espacial Discovery em outubro do ano passado - isso sem contar a inflação acumulada no período. O módulo de comando, ou Columbia, um compartimento pequeno, de uns 6 metros quadrados, era o centro de controle da nave. Os três tripulantes dispunham de poltronas individuais, uma ao lado da outra, razão pela qual precisavam tomar cuidado para não atrapalhar uns aos outros. A sua frente e nas laterais ficavam os painéis de instrumentos.

Por baixo das poltronas estavam as “camas” onde os astronautas dormiam protegidos para não flutuar na nave sem gravidade. Havia também uma série de armários com comida desidratada, roupas e equipamentos auxiliares. À direita dos armários ficava o “banheiro”, ou, mais precisamente, o canto onde os astronautas se aliviavam usando pequenas bolsas de plástico. As paredes da nave eram providas de quadrados de velcro, um produto que ficaria muito conhecido como fecho de bolsas e tênis, que servia para que os equipamentos manuais não flutuassem. Atrás do Columbia, vinha o módulo de serviço com o sistema de propulsão e retrofoguetes e finalmente o módulo lunar Eagle.

O alvo da Apolo 11, a rigor, não seria a Lua, mas um ponto no espaço onde ela estaria quatro dias após o lançamento, prevendo-se o seu movimento em torno da Terra. De acordo com a operação, denominada TLI -Injeção Translunar -, quem pilotava efetivamente a nave eram as leis da Física enunciadas no século XVII pelo físico inglês Isaac Newton. Como ele descobriu, Terra, Sol e Lua atraem os corpos como se fossem ímãs. Por isso, os foguetes da Apolo foram acionados durante 3 segundos. Nesta mínima fração de tempo, os astronautas, tendo a nave sob controle, voltaram-na para a direção calculada, de modo a fazê-la escapar do campo gravitacional da Terra e ser atraído pela gravidade lunar.

Durante o trajeto, os astronautas usaram uma técnica para impedir que metade da nave - a que estava voltada para o Sol - literalmente torrasse e a outra se congelasse. Com uma leve ignição dos foguetes auxiliares, eles faziam-na girar lentamente em seu próprio eixo, como um frango assado no espeto. Com o auxílio do computador de bordo, a Apolo executava um movimento de rotação de 3 décimos de grau por segundo, o que significava uma volta completa a cada 20 minutos, para que o calor e o frio se distribuíssem de maneira uniforme por toda a sua superfície.

Somente após o regresso à Terra os técnicos da NASA descobriram que Armstrong e Aldrin por pouco não espatifaram a Eagle de encontro à Lua. De fato, depois de soltarem o módulo da nave-mãe, os astronautas foram descendo gradualmente até onde acreditavam estar o local de pouso - o Mar da Tranqüilidade, escolhido por ser plano e próximo ao equador, o que facilitaria a volta. Mas, quando Armstrong esquadrinhou pela escotilha o terreno já bem próximo, não sabia onde estava. Utilizando o controle manual, dirigiu a Eagle para onde imaginava ficar a cratera que seria seu ponto de referência, enquanto Aldrin controlava o combustível. Faltavam não mais de 30 segundos para que este acabasse quando Armstrong pousou - 1 quilômetro além do ponto marcado.

Enquanto Armstrong, Aldrin e Collins, já de volta, eram recolhidos do mar pelo porta-aviões Hornet, uma nave soviética, a Luna 15, se perdia em algum ponto entre o planeta e o satélite. Lançada dois dias antes da Apolo, sem tripulantes, tinha como objetivo recolher amostras do solo lunar e voltar à Terra. Até hoje não se sabe o que aconteceu com a Luna - não faltando quem suponha que ela tenha sido desviada de sua trajetória por sinais de rádio americanos. O mundo, de qualquer maneira, estava mais preocupado com os três participantes da primeira grande odisséia extraterrestre. Malcheirosos, depois de oito dias sem tomar banho, durante os quais foram obrigados a usar uma precária privada, tiveram de vestir um traje à prova de contaminação antes de deixar a cápsula espacial. Para se ter certeza de que não tinham trazido nenhum microorganismo lunar eventualmente daninho aos terráqueos, ficaram de quarentena em companhia de algumas cobaias. Se algo acontecesse a elas, seria a prova de que estavam contaminados.

Como se sabe, nada aconteceu. Depois de desfilarem em carro aberto com as famílias nas principais cidades americanas, sob a infalível chuva de papel picado, os astronautas fizeram-uma série de viagens promocionais pelo mundo - Armstrong e Collins estiveram, por exemplo, em outubro de 1969 no Brasil. No mês seguinte, outros três americanos - Charles Conrad, Alan Bean e Richard Gordon - tornaram à Lua a bordo da Apolo 12. Como da primeira vez, a expedição foi, viu e voltou sem problemas. Os Estados Unidos continuaram com o programa lunar até 1972. Ao todo enviaram dezoito homens em seis Apolos. Desses, doze puseram os pés no satélite. Depois começou a era dos ônibus espaciais, capazes de orbitar a Terra e voltar inúmeras vezes. A União Soviética, de seu lado, optou por não mandar cosmonautas à Lua. Mas suas naves ali estiveram até 1976, enquanto se desenvolvia o projeto das estações espaciais Salyut e, depois, Mir.

Nunca mais houve um acontecimento na história da conquista espacial de impacto comparável àquele - à exceção da tragédia da Challenger em janeiro de 1986. A ida à Lua, vista na perspectiva do tempo, representa acima de tudo o triunfo da vontade humana. Bem pensadas as coisas, é até possível que, pelos padrões atuais de segurança nos vôos ao espaço, a aventura da Apolo 11 não teria sido autorizada. E, por maior que tenha sido, por exemplo, o aporte tecnológico para as viagens espaciais trazido pela estratégia de encarapitar uma pequena nave num potentíssimo foguete de múltiplos estágios, ou por mais importantes que tenham sido para a ciência as pedras lunares coletadas pelos astronautas, é certo que nada supera até hoje a força simbólica daquele primeiro passo a 20 de julho de 1969.


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SKY1968

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por SKY1968 em Seg Jan 05, 2015 12:32 pm

Pessoal,esse-topico-não-para-ser-apenas-sobre-grandes-e-históricas-missões.
Devem-existir-muitas-epopéias-individuáis-que-são-pouco-conhecidas.Por-favor,se-vcs-sabem-de-algumas-delas,postem.
O-intuito-é-conhecermos-os-eventos,e-debatermos-sobre-a-grande-capacidade-do-ser-humano-em-vencer-os-mais-difíceis-desafios.

P.S-To-com-problema-na-tecla-de-seperação-das-palavras.


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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por SKY1968 em Seg Jan 05, 2015 12:46 pm

Mazikamno escreveu:Interessante essa história do Magalhães, será que morreu mesmo ou casou com uma índia por aqui e preferiu não voltar? Very Happy

Mas falando sério, que história! De 240 homens, voltarem apenas 18 e ainda aos trancos e barrancos, quase perderam a expedição inteira. Foi praticamente um "mandar pra morte".

Será que todas as expedições eram assim ou essa que foi uma exceção?
Se não foi, então esses caras eram "loucos" sim senhor, hehe.

Era-a-regra-Mazikamno.Não-afirmo-que-as-perdas-humanas-eram-sempre-acima-de-90%,mas-as-baixas-e-agonia-eram-frequentes.
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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por victor andrade em Seg Jan 05, 2015 1:05 pm

Li o texto todo hehe... obrigado sky por compartilhar conosco. Muito boa matéria.
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coltmiller

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por coltmiller em Seg Jan 05, 2015 2:44 pm

Umas das grandes façanhas do mundo que não podeira faltar a esse tópico são as piramides do Egito, até hoje não se sabe ao certo como foram feitas. Vou copiar uma das teorias mais atuais para explicar esse grande façanha, mas, antes....









A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das contruções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.



As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.



A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.




Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante.

_______


"A nova teoria sobre a construção das pirâmides sugere que os egípcios ergueram as estruturas a partir de uma base de escombros e acrescentaram grandes blocos de pedra posteriormente.

Peter James, um engenheiro britânico que trabalha na empresa Cintec International, é o responsável pela afirmação que contraria a teoria mais difundida entre os arqueólogos até então. De acordo com as crenças atuais, as pirâmides teriam sido construídas com blocos gigantes de pedras que foram carregados até o local através de rampas.

Mas o engenheiro insiste que tal façanha seria impossível, já que as rampas precisariam medir pelo menos 400 metros de comprimento para que se conseguisse o ângulo certo para levar os blocos às partes mais altas da construção.

“De acordo com as teorias atuais, para depositar os dois milhões de pedras necessárias, os egípcios teriam que colocar um grande bloco nas rampas a cada três minutos. Se isso tivesse acontecido, ainda haveria sinais de que as rampas estiveram lá e não há nada”, explica James, que estuda as pirâmides há mais de duas décadas.

O especialista também acredita que a parte de dentro das pirâmides seja feita de pequenos blocos facilmente manuseáveis. Ainda, James defende que as estruturas foram construídas de dentro para fora.

Outro fator que sustenta a teoria do engenheiro é a descoberta de uma quantidade imensa de pequenas pedras que estavam presas apenas pelo tronco de uma palmeira de milhares de anos e foram descobertas dentro da pirâmide Step."
 fonte

outro site que fala sobre isso que achei bem coerente clique aqui

e depois gostei bastante dessa resposta ainda dentro do site acima

"Usando a fórmula do volume de uma pirâmide, temos (B x H )/3 = 2.556.850 m3 de pedra. Não estou levando em consideração as câmaras e túneis dentro da pirâmide, apenas o volume “bruto” dela. A maior parte do volume da pirâmide é construído com blocos inteiros de Calcário Rochoso. O calcário possui densidade 2,8, portanto, temos que o peso estimado de uma pirâmide é 7.159.150 toneladas, dos quais 1.431.830 toneladas (revestimentos e pedras nobres) vieram de Assuã de barco e 5.727.320 toneladas vieram de pedreiras próximas, localizadas a até 80km de distância. Destes blocos de calcário, cerca de 6% em peso é constituído de blocos de 70 toneladas (aproximadamente 5.000 blocos).

De acordo com a ABRACAL (Associação Brasileira de Produtores de Calcário), uma pedreira de 6 hectares produz cerca de 14.000 toneladas de blocos no tamanho adequado por ano.

As pedreiras que os egípcios utilizaram para obter os blocos (Toura e Maadi) não tinham mais do que 28 hectares somadas (e isso são pedreiras grandes, relativamente falando). Fazendo uma regra de 3 básica, temos uma produção de 65.000 toneladas por ano de blocos.
De posse destes dados, temos que apenas para extrair todas as pedras para montar a Pirâmide, utilizando-se de equipamentos de 2014, levaríamos 82 anos. Uma conta simples que já destrói completamente qualquer hipótese das pirâmides terem sido construídas em 20 anos."




ou seja, ainda não temos habilidades para precisar o que de fato ocorreu, o que me faz seriamente a começar a repensar sobre a vinda de Extra terrestres aqui, sei la... de todas teorias ilógicas para mim essa é mais coerente.
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coltmiller

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por coltmiller em Seg Jan 05, 2015 3:09 pm

só para completar e caso alguém se interesse mais sobre as piramides clique aqui
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Laerte

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por Laerte em Seg Jan 05, 2015 4:03 pm

bom tópico, favoritei aqui para ler mais tarde.
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Malévola

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

Mensagem por Malévola em Ter Jan 06, 2015 6:30 pm

Essa matéria sobre a piramide é muita viagem, mas, eu curtir hehehe. As vezes também fico pensando como eles fizeram isso tudo sem ter a tecnologia que temos hoje e principalmente como que até hoje existe?

ótimo topico.

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Re: Sobre grandes expedições e outras façanhas humanas

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